De Xeros a Heroes
Com cerca de quatro anos de idade,
quando começou a estudar piano, Mike Shinoda nunca poderia imaginar o
que o futuro reservava para ele.
Descendente de japoneses, Mike nasceu no
condado de Los Angeles, Califórnia, em 1977. Suas aulas de piano – nas
quais aprendeu técnicas de piano clássico, jazz e hip-hop – duraram doze
anos. Três anos antes do fim delas, em 1990, Mike conheceu Mark
Wakefield na escola onde estudava, a Agoura High School. Através de
Mark, ele conheceu Brad Delson, que também estudava na mesma escola, e
Rob Bourdon, que estudava em uma escola próxima. Na época, Mark, Brad e
Rob faziam parte de uma banda de hardcore chamada “The Pricks”.
Mike e Brad se tornaram amigos, e
passaram a escrever e gravar músicas misturando suas influências
musicais – rock (Brad) e hip-hop (Mike) – em um pequeno estúdio que Mike
armou em seu quarto.
Cerca de seis anos se passaram entre um
experimento musical e outro e, aquilo que Mike e Brad haviam começado a
fazer no estúdio improvisado por Mike, havia evoluído e tomado forma.
Eles então convidaram Mark e Rob para se juntar a eles e, dessa forma,
nasceu o Xero.
Nessa época, Mike foi para o Art Center
College Of Art (ACCA) para estudar Ilustração e, Brad, para a University
Of California estudar Comunicações. Na universidade, Brad conheceu
Dave. Phoenix, como Dave é conhecido, era companheiro de quarto de Brad e
tocava baixo em uma banda de hardcore cristão chamada Tasty Snax. Mike,
por sua vez, conheceu Joe Hahn no ACCA. Joe estudava Ilustração e, por
influência do hip-hop, havia aprendido técnicas de DJ.
Phoenix e Joe se juntaram ao Xero. Com
as influências do hip-hop de Mike e Joe de um lado, e as influências do
rock de Brad e Phoenix do outro, rock e hip-hop estavam, finalmente,
prontos para colidir.
Os meninos do Xero passavam mais tempo
escrevendo do que se apresentando. Eles passavam semanas trabalhando nas
músicas, e costumavam fazer apenas um ou dois shows por mês. Os shows
eram, na verdade, uma desculpa para fazer uma festa logo depois. No
início, a idéia não era ir atrás de uma gravadora, mas quanto mais eles
tocavam, mais percebiam que poderiam ter uma chance.
Em 1997, o Xero gravou seu primeiro demo
– uma fita cassete com apenas quatro músicas. Eles enviaram cópias da
fita a inúmeros A&R de gravadoras em Los Angeles, mas todos
rejeitaram a banda rapidamente. Todos menos um.
Jeff Blue, que na época era A&R da
gravadora Zomba Music, ouviu a fita o bastante para decidir manter
contato. Nesse meio tempo, desanimado pelas recusas, Mark Wakefield
começou a se distanciar e, pouco depois, deixou a banda.
Mike sabia que não poderia lidar sozinho
com os vocais. Ele então deu algumas cópias da fita demo para Jeff Blue
e para alguns outros conhecidos, para que eles as enviassem na
esperança de encontrar um substituto para Mark.
Longe dali, em Phoenix, Arizona, estava
alguém que, assim como Mike Shinoda aos quatro anos de idade, nunca
poderia imaginar o que o futuro reservava para ele.
Chester Bennington tinha 15 anos quando
foi convidado para se juntar à banda “Sean Dowdell and his Friends” que,
pouco depois, passou a se chamar “Grey Daze”. A relação que ele tinha
com os membros do Grey Daze fez com que ele sentisse uma conexão com
alguém pela primeira vez na vida. Dos 7 aos 13 anos de idade, Chester
foi molestado por um amigo mais velho. Dois anos antes do fim dos
abusos, seus pais se separaram, e seu pai ficou com sua custódia. Seu
irmão mais velho e uma de suas irmãs já haviam se mudado na época, e a
outra irmã nunca estava por perto.
Sem ter ninguém com quem contar, e com
medo do que as pessoas iriam pensar, Chester nunca disse nada a ninguém.
Segundo ele, a única coisa que ele tinha vontade de fazer era matar a
todos e depois fugir. No lugar disso, ele desenhou quadros e escreveu
poesia.
O Grey Daze conquistou seu espaço no
Arizona, e chegou a colocar duas músicas na rádio. Eles abriam os shows
de todas as bandas nacionais que iam se apresentar no Estado.
Apesar disso, sete anos depois da
entrada de Chester na banda, o Grey Daze acabou. Aos 22 anos, Chester
estava casado e trabalhando em uma firma de serviços digitais. Seu
aniversário de 23 anos mudaria sua vida.
Chester atendeu o telefone no dia 20 de
março de 1999, sexta-feira, no meio da festa surpresa do seu 23º
aniversário. Era Jeff Blue.
“Eu vou te dar sua grande chance. Eu tenho uma ótima banda pra você. Vou te enviar uma demo pelo correio”, disse Blue.
O A&R da Zomba Music contou ainda
que a banda fazia uma mistura de rock com hip-hop. Apesar de não ter
muito interesse por hip-hop, Chester pediu que Jeff enviasse a fita
mesmo assim.
Ele e sua esposa, Samantha, sabiam que
sua vez havia chegado. “É isso. Essa é a banda. Vai acontecer”, eles
disseram quando a fita chegou no dia seguinte à ligação de Jeff.
Chester, então, ligou para o estúdio de um amigo e pediu algumas horas
para gravar.
Domingo, um dia depois de receber a
fita, Chester ligou para Blue e disse que estava pronto. Blue riu, e
então disse a Chester que ele precisava gravar os vocais e mandar a fita
de volta pelo correio antes de qualquer coisa. Impaciente, Chester
colocou colocou a fita para tocar pelo telefone e então perguntou:
“Está bom o suficiente para você?”.
“Quando você pode estar aqui?”, respondeu o já convencido Jeff Blue.
“Eu tenho um ticket de loteria premiado
aqui”. Foi o que Chester disse aos amigos quando, no dia seguinte,
deixou sua esposa e partiu para a Califórnia com apenas algumas mudas de
roupa. Às 9h do dia 23 de março de 1999, ele estava na escadaria da
Zomba Music, em Los Angeles, esperando as portas abrirem.
Apesar de Jeff Blue acreditar que
Chester era a pessoa ideal para completar a banda, os meninos do Xero
tinham outros planos. Eles haviam agendado uma audição com outros
cantores. Não queriam simplesmente entregar a vaga para Bennington.
Chester tocava com a banda entre um e
outro cantor que vinha para a audição. Com o Grey Daze, ele havia
gravado dois discos e alcançado um sucesso considerável. Ele pensava ser
“grande coisa”. Pensava estar fazendo um favor àquela banda e, os
meninos do Xero, por sua vez, olhavam para ele como se ele fosse apenas
um dos candidatos à vaga. Chester contemplou a idéia de mandá-los a
merda.
Não precisou. A vaga era dele e, com sua entrada, a banda passou a se chamar Hybrid Theory.
Daí pra frente, eles começaram a
trabalhar duro nas suas músicas. Brad e Mike trabalhavam primeiro nos
arranjos, e então Mike se juntava ao Chester para escrever as letras.
Muitas delas eram reflexo da infância dolorosa de Chester. Foi dessa
forma, escrevendo, que Mike e Chester passaram a se conhecer de verdade,
e foi assim que Chester contou sobre os abusos que havia sofrido. “Foi
uma maneira estranha de nos conhecermos, mas foi assim que aconteceu”,
Mike conta.
Chester era um sem-teto em Los Angeles.
Ele tinha uma casa, mas em Phoenix. Por conta disso, ele foi forçado a
dormir nos sofás dos seus novos companheiros de banda, no seu carro e no
estúdio onde ensaiavam.
“Foi duro. Eu estava infeliz. A única
coisa que me fez continuar foi saber que tinhamos algo especial
acontecendo. Eu sabia que essa era a banda”, Chester conta.
Mike, por vezes, também dormia no
estúdio. Ele frequentava às aulas no ACCA das 9h até as 16h. Depois
disso, fazia seus trabalhos de casa – seis horas diárias, normalmente – e
então ia para o estúdio. O estúdio, por sua vez, trancava suas portas
das 2h até as 8h. Nesse intervalo, ninguém podia entrar ou sair de lá.
Mike então levava sua escova de dentes e um travesseiro, trabalhava a
noite toda e dormia algumas horas antes de o estúdio abrir para que ele
pudesse sair e começar tudo de novo.
Em 1999, a banda escreveu uma lista de
metas que gostaria de alcançar. Phoenix queria uma carreira na música;
Chester, um disco de ouro; e Mike, um Grammy.
Foi nessa época que a eles começaram a
utilizar aquela que acabou por se tornar uma de suas principais
ferramentas de divulgação: a internet. Quando não estavam trabalhando
nas músicas, eles postavam mp3′s no site da banda e conversavam com as
pessoas – às vezes com mais de 5 por vez. Apesar das respostas positivas
vindas dos contatos na internet, a banda não conseguia deixar nenhuma
gravadora interessada.
Jeff Blue entrou em cena mais uma vez:
ele ofereceu um contrato de desenvolvimento para o grupo, em nome da
Zomba Music. Graças a isso, o Hybrid Theory conseguiu gravar seu
primeiro EP, com seis faixas.
Eles fizeram mais de 50 showcases para
membros de gravadoras e foram rejeitados por todos múltiplas vezes, até
que Blue foi contratado para ser A&R da Warner Brothers. O Hybrid
Theory foi a primeira banda com quem ele assinou um contrato em seu novo
cargo.
A banda comemorou o contrato com a gravadora no restaurante Hooters. Na noite seguinte, foram comemorar no House of Pies.
Apesar do contrato assinado, nem tudo eram flores. O então chefe de A&R da Warner Brothers, David Kahne, odiava a banda.
O primeiro problema foi o nome. Havia
uma outra banda com quem a Warner havia assinado um contrato
recentemente cujo nome era “Hybrid”. Essa banda supostamente seria o
próximo grande “estouro” da gravadora. Isso forçou o Hybrid Theory a
mudar seu nome. Chester sugeriu “Lincoln Park” (na época, nome de um
bairro em Santa Monica, Califórnia – hoje em dia o lugar passou a se
chamar “Christine Emerson Reed Park”), mas o domínio lincolnpark.com já
havia sido registrado. Eles então mudaram a forma com que o nome era
escrito, para a forma como ele soava. Assim originou-se o nome
definitivo da banda: Linkin Park.
O próximo problema eram as músicas.
Quando eles começaram o trabalho de pré-produção do disco, com Don
Gilmore, o produtor disse que não gostava de nenhuma das músicas, salvo
duas delas: “Points of Authority” e “With You”.
Eles praticamente tiveram que escrever um novo disco em dois meses. E assim foi feito.
A banda ficou na casa de Mike e
reescreveu o disco, mas os problemas não pararam por aí. Membros da
gravadora vieram ao estúdio onde a banda estava gravando.
“Chester, você sabe que você é a
estrela, você é incrível. Essa deveria ser a sua banda. Precisamos nos
livrar do Mike ou fazer com que ele apenas toque teclado”, disse um dos
membros da gravadora.
“Vá se foder! Você está falando sério?
Eu acabei de entrar para a banda e você está me dizendo para começar uma
campanha contra o cara que escreve toda a música? Essa é a banda dele.
Se ele pudesse cantar, eu não teria um trabalho. Qual é o seu problema,
seu idiota?”, respondeu Chester.
Depois disso, a gravadora quis trazer um
outro rapper. Um cantor de reggae chamado Matt Lyons. Como se não
bastasse, eles disseram para o Mike cantar como Fred Durst, do Limp
Bizkit.
A banda decidiu então cortar a
comunicação com a gravadora, a não ser que ela fosse absolutamente
necessária. Eles brigaram e, basicamente, disseram a todos que eles
iriam fazer aquilo sozinhos e do jeito deles, e que se a gravadora não
estivesse satisfeita com esses termos, que quebrassem o contrato.
A banda assumiu o risco, e venceu.
Em 23 de outubro de 2000, a banda estava
no Estado de Washington, perto de Seattle. Seu primeiro disco seria
lançado no dia seguinte e, graças ao apoio da Warner, seu primeiro
single, One Step Closer, já voava alto nas ondas do rádio.
Phoenix, que perdeu o processo de
gravação do disco por ter deixado a banda temporariamente para cumprir
alguns compromissos com sua banda antiga, Tasty Snax, estava de volta.
Eles estacionaram o carro do lado de fora de uma loja de discos 24h para
esperar a meia noite e, assim, comprar a primeira cópia do seu próprio
disco. Não por acaso, começaram a sonhar a respeito de quanto o disco
iria vender na primeira semana após o lançamento. “Eu pensei que seria
demais se vendesse 3.000 cópias”, disse Phoenix. “Eu pensei que esse era
um bom palpite, mas Chester disse que ele achava que venderia 8.000
cópias. Minha primeira reação a isso foi pânico. Você tem que ter
expectativas altas, mas não pode ser burro”, ele completou.
Ambos erraram por muito: no final da
primeira semana, o disco havia vendido 47.000 cópias e, seis semanas
depois do lançamento, o álbum – entitulado Hybrid Theory – alcançou a
marca de 500.000 cópias vendidas.
A banda seguiu o inverno em torno do
globo por quase todo o ano. Estava sempre nevando ou chovendo em todos
os lugares onde iam e eles estavam começando a ficar esgotados, física e
emocionalmente.
Isso aliado à solidão e à depressão
causadas pela turnê, fizeram com que Chester voltasse a beber demais e a
fumar maconha. Ele nunca fazia um show completamente sóbrio. Isso
segregou ele do resto da banda. Quando viu que aquilo estava o
derrubando, Chester pediu ajuda ao resto do grupo e foi atendido.
Em 2002, a agenda da banda ficou mais
sossegada e eles finalmente puderam descançar depois de 324 shows em 365
dias. Hybrid Theory, o disco de estréia da banda, foi nomeado em três
categorias do Grammy – entre elas a de “Melhor disco de rock” – e venceu
em uma delas, a de “Melhor Performance de Hard Rock”, com a música
“Crawling”.
Durante seu precioso tempo de descanço,
Mike remixou todas as músicas do Hybrid Theory e mais duas outras para o
segundo álbum da banda, o Reanimation – que conta com contribuições de
nomes como Black Thought, Jonathan Davis (Korn), Stephen Carpenter
(Deftones) e Aaron Lewis (Staind).
O disco foi extremamente criticado pela
mídia, que chamou o projeto de caça-níquel, mas foi sucesso de crítica
em um outro universo: o do hip-hop.
Não muito depois do lançamento de
Reanimation, a banda voltou pro estúdio para gravar seu segundo disco de
inéditas, novamente com Don Gilmore na produção.
Com o sucesso incomparável do primeiro
disco, havia muita pressão em torno do segundo álbum da banda.
Dificilmente seria possível para eles repetir o feito de Hybrid Theory.
Apesar disso, o lançamento de Meteora, em 2003, foi um sucesso tanto
comercial quanto de crítica. Com o novo disco nas lojas, a banda iniciou
uma turnê mundial que só terminou no segundo semestre de 2004, com um
show esgotado no Brasil – o primeiro e único show deles na América do
Sul.
Dessa turnê se originou o quarto disco
da banda. Ainda em 2003, durante a turnê Summer Sanitarium – encabeçada
pelo Metallica – o Linkin Park gravou e lançou um CD/DVD ao vivo. O
disco, entitulado “Live in Texas”, foi gravado em dois diferentes shows
da turnê: um em Houston e outro em Irving.
Depois do fim da turnê mundial, em 2004,
Chester voltou a vagar por maus caminhos por conta do seu casamento que
já não estava mais dando certo e pelo fato de estar bebendo cada vez
mais novamente.
Mais uma vez, ele pediu ajuda para os
amigos da banda e foi atendido. Voltou a ficar sóbrio, se divorciou e
casou-se novamente. Nessa fase, Chester se abriu emocionalmente com a
banda e foi forçado a examinar seu comportamento nos últimos anos. Ele
desabou frente aos companheiros de banda.
Desde então, ele tem feito de tudo para
continuar sóbrio. Segundo ele, isso fez uma grande diferença na relação
dele com o resto do grupo. “Todos nós passamos tempo juntos agora porque
eles realmente querem estar perto de mim. Isso é muito importante pra
mim”.
Nessa época, a banda surpreendeu a todos
com um projeto surpresa: o lançamento de mais um CD/DVD. Tudo começou
no primeiro semestre de 2004, quando a MTV americana procurou o rapper
Jay-Z, que na época havia acabado de anunciar sua aposentadoria, e
perguntou com quem ele gostaria de gravar um mash-up. A convite dele, o
Linkin Park se juntou ao projeto e, juntos, eles gravaram um mash-up com
seis músicas, chamado Collision Course.
Depois do período de composição e
gravação das músicas, Jay-Z se juntou ao Linkin Park em um show no The
Roxy, em Los Angeles, para tocar as músicas do disco. Essa apresentação
foi filmada pela MTV americana para um especial de televisão – o MTV
Ultimate Mash-Ups – e lançada junto com o disco em um DVD. Mais uma vez a
banda foi duramente criticada pela mídia e acusada de fazer projetos
caça-níqueis. Collision Course, no entanto, rendeu a eles mais um
Grammy: o de “Melhor Colaboração de Rap”, com a música “Numb/Encore”.
Depois de quase cinco anos gravando e
fazendo turnê sem pausa, a banda decidiu parar para descançar antes de
voltar para o estúdio e gravar um novo disco. O Linkin Park não lançaria
mais nada até o primeiro semestre de 2007.
No início de 2005, a banda fundou a
organização Music For Relief, originalmente para dar suporte às vítimas
do tsunami que atingiu o sul da Ásia no dia 26 de dezembro de 2004.
Atualmente, a missão do Music For Relief é ajudar as vítimas de
desastres naturais a se recuperarem, reconstruindo casas e investindo em
programas de educação e em recursos. Além disso, a organização trabalha
no sentido de difundir conhecimento sobre o aquecimento global, suas
consequências e como combatê-lo.
O ano de 2005 também foi marcado pelo
trabalho dos integrantes da banda em projetos paralelos. Mike Shinoda
gravou e lançou o primeiro disco do seu projeto solo, o Fort Minor – o
disco se chama “The Rising Tied”; Joe Hahn filmou e dirigiu um
curta-metragem, entitulado The Seed; e Chester Bennington começou a
trabalhar no seu primeiro disco solo, previsto para ser lançado em 2009.
O projeto já tem nome: Dead By Sunrise. O título do disco ainda não foi
anunciado.
Ainda em 2005, o Linkin Park reivindicou
o fim do seu contrato com a Warner Brothers. De acordo com o comunicado
oficial da banda, eles estavam preocupados com os novos rumos da
gravadora, que havia trocado de dono e com o fato de que, naqueles
termos, a gravadora talvez não estivesse forte o suficiente para
divulgar o próximo disco da banda. No fim do mesmo ano, no entanto, a
banda e a gravadora entraram em um acordo. A Warner pagou uma quantia
estimada em $15 milhões de dólares ($34 milhões de reais na época)
antecipadamente por aquele que seria o próximo álbum da banda. O
contrato também aumentou os royalties da banda para cerca de 20%, o que
coloca o grupo perto do mais alto escalão nessa categoria.
Depois disso tudo, chegou a hora de voltar ao trabalho.
Depois de anunciar e postergar muitas
datas de lançamento, o terceiro disco de inéditas do Linkin Park
finalmente chegou às lojas do mundo todo no dia 14 de maio de 2007. A
nova atmosfera no relacionamento do Linkin Park, após a recaída de
Chester no fim da turnê de 2004, trouxe à banda uma criatividade
renovada. Apesar do lento e complicado processo de produção do disco,
uma nova banda surgiu disso tudo. Uma banda livre para compor o que
gosta.
Mesmo com óbvia tentação de repetir a
fórmula dos primeiros dois discos, a banda se reinventou. “Minutes to
Midnight” apresentou ao mundo um novo Linkin Park, bastante diferente do
antigo, mas com a integridade da sua essência intocada.
O disco fechou o ano de 2007 no topo em
28 dos países onde foi lançado e ajudou a elevar o número total de
vendas da banda para mais de 45 milhões de cópias, o que faz deles o
grupo de maior vendagem deste milênio.
Minutes to Midnight dividiu opiniões,
fez a banda ganhar novos fãs e – por que não? – abriu a cabeça de muitos
dos fãs antigos para a nova sonoridade do grupo. Uma grande turnê
mundial promoveu o Minutes do Midnight, entre abril de 2007 e a segunda
metade de 2009. Esse ano também marcou o lançamento do projeto solo de
Chester Bennington, Dead by Sunrise. A banda tocou em alguns shows do
Linkin Park e teve shows próprios.
O A Thousand Suns, grande divisor de
águas da história da banda, chegou em 2010 polarizando os fãs antigos, e
ganhando muitos novos. A turnê mundial passou pelo Brasil logo no
começo e continuou até setembro do ano seguinte.
Com o próximo disco, Living Things, a
banda promete voltar ao básico: produzir músicas que são um híbrido
entre o gosto musical dos seis integrantes, mas temperado com os anos de
experiência.
Hoje, as metas com as quais a banda
sonhava em 1999 já foram alcançadas. O Linkin Park é a mais importante
banda no cenário musical contemporâneo e se tornou um abre alas do rock
moderno, além de ser mais popular do que qualquer outro artista no
mundo.